João Catan homenageou o avó na Assembleia / Reprodução ALMS
Ex-governador Marcelo Miranda padece de demência e outras doenças e, por isso, irmãos, incluindo a mãe do deputado João Henrique Catan (PL), brigam para cuidar dos bens do familiar, em Campo Grande. O processo se arrasta desde 2023.
Conforme o processo, que corre na 6ª Vara de Famílias e Sucessões desde março de 2013, dois dos filhos do ex-governador de MS, Paulo Eduardo e Paulo Henrique Miranda, pediram que o primeiro ficasse com a curatela do político, que sofre com doença renal grave e desenvolveu demência e incapacidade de gerir o próprio patrimônio.
Foi dito que Paulo Eduardo já tinha procuração do pai Marcelo desde 1995 para lidar, inclusive com questões financeiras. O juiz do caso, Alexandre Tsuyoshi Ito, concedeu o pedido feito por Paulo Eduardo e o irmão, em janeiro de 2023.
No entanto, pouco depois, a esposa do ex-governador, Maria Antonina, disse que ela, apesar de ter 82 anos e sofrer de câncer, tem plenas condições de ser a curadora do marido e citou trechos da legislação vigente que daria preferência a ela. Também citou ocasião que, um dos dois filhos homens, teria entrado no apartamento onde mora o ex-político e coletou uma assinatura dele, de forma sorrateira e cujo conteúdo do documento é desconhecido.
O magistrado então dividiu a curatela, deixando a esposa e os dois filhos como curadores. Porém, a defesa da idosa também contestou e alegou desavenças familiares, além de morarem em cidades diferentes, sendo ela em Campo Grande e um deles, em Paranaíba.
A avó e a mãe de Catan, Ana Cristina Cançado Soares, expuseram situação de briga com Paulo Eduardo. Este estaria administrando parte da fazenda do ex-governador em Mato Grosso. Ele teria plantado milho safrinha, obtido lucros, sendo que o contrato não previa o plantio nessa época do ano. Na sequência, Ana pediu que ficasse exclusivamente com ela a curatela do pai.
O juiz de primeira instância analisou os pedidos e determinou a curatela compartilhada entre a esposa de Marcelo Miranda e a filha, Ana Cristina, de forma definitiva. Ele observou o direito da esposa, que goza de plenas faculdades mentais, apesar da doença e da filha, pois vivem juntas e podem cuidar do paciente.
Indignado, Paulo Eduardo recorreu ao TJ, mas teve o pedido negado em 25 de fevereiro deste ano, conforme o acórdão. O espaço está aberto para manifestação de todos os envolvidos e citados.
Com informações: Topmidianews